segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Aparecida do Norte: capital da fé brasileira!

domingo, 15 de janeiro de 2012

Fé!

Final de semana em Aparecida do Norte.
Fiquei impressionado com a grandeza de tudo por lá.
Um hotel colado no outro. Tudo dirigido aos romeiros que vêm de todo Brasil.
O templo principal: a Catedral, é muito bonita. A fé dos romeiros e das pessoas em geral que lá se encontram chega a ser comovente.
A Sala dos Milagres é incrível. Forrada de fotos no teto todo, incontáveis objetos de todo genero, sempre agradecendo alguma graça alcançada.
Lá nos encontramos com duas romeiras. Duas mulheres de muita fé, católicas praticantes, idosas, mas andando mais do que eu...
É muito bom estar num lugar em que toda energia das pessoas estão voltadas para o bem.
Nestes tempos de violencia escancarada em nossa sala de estar, a paz e a fé das pessoas comovem.
A fé das pessoas mais simples é mais intensa eu acredito. Elas não questionam, acreditam.
Foi um passeio muito bom, que me deu muita paz e muita esperança de que tudo pode ser melhor.

sábado, 31 de dezembro de 2011

MARCIA MAFRA (1947-2011)

Minha prima Marcia era filha do tio Zé e da tia Ana.
Nós adorávamos ir na casa do Tio Zé. Ele era muito brincalhão e a tia Ana uma doçura de mulher. O tio Zé era o único tio que tinha carro, isso, na época, já era um baita diferencial e a gente adorava passear de carro com ele, claro. Ele tinha uma plaquinha no carro com os dizeres: Eu dirijo e Deus me guia.
Na casa deles tinha também um relógio cuco, que, ansiosos, ficávamos esperando a hora para o cuco aparecer.
Quando íamos visitá-los ficávamos a maior parte do tempo com a Marcia, ela era a caçula da família e nós os caçulas dos primos, tínhamos, portanto, idades mais próximas. Seus irmãos, a Olga e o Sérgio, já eram mais “velhos”.
Minhas duas irmãs gostavam de ficar com ela, curtir os brinquedos que ela tinha e ficavam horas juntas, as três.
A Marcia foi uma eximia nadadora, participou de muitas competições pelo Corinthians e meu tio Zé tinha um orgulho imenso, pois, além de tudo, era corinthiano roxo.
Depois desta fase infantil, nossas vidas começaram a tomar outros rumos e nos víamos raramente, eu comecei a trabalhar e cada vez nos víamos menos.
Depois de algum tempo soube que a Marcia tinha sido presa. Meio molecão, não entendia os motivos, mas ficava triste com a preocupação da família com os momentos sofridos daquela época. Só fui entender direito depois de muito tempo o que havia acontecido, durante essa epoca fui bem alienado de questões políticas. Minha família nunca teve esse tipo de preocupação, nunca se envolveu com questões politicas.
Obviamente, já adulto, compreendi o imenso sacrifício que a Márcia fazia por um ideal de liberdade. Compreendi que os “agitadores” da época tinham motivos de luta muito fortes, mas ao mesmo tempo, não concordava com alguns métodos que eles utilizavam.
Apesar de tudo sempre respeitei e admirei essas lutas das quais não participei ativamente mas sempre acompanhei com interesse.
Na vida, nossas atitudes deixam um espectro no tempo que duram segundo a respectiva importância. Na história brasileira, tenho certeza, a Márcia deixou um espectro indelével. Terei sempre saudade dela.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

CRIANÇAS VIOLENTAS?!

23/04/2011.
Hoje nos jornais pela televisão, assistimos a cena de crianças delinqüentes que foram apreendidas pela policia para serem encaminhadas ao Conselho Tutelar. Impressionante o ponto em que chegamos, crianças na faixa de 12 anos difíceis de serem controladas por adultos policiais que deveriam ter sido preparados para agir em casos como esses. Essas crianças se uniram e foram assaltar um hotel. São menores infratores que não tiveram nenhuma duvida em enfrentar os policiais.
Diante de uma situação assim eu me pergunto: onde estão os erros que levam a atitudes tão degradantes?
Seria a impunidade que incentiva crianças a praticarem atos delituosos porque perceberam que seria mais fácil roubar ou furtar do que trabalhar?
Onde estavam as famílias dessas crianças? Os pais deveriam responsabilizar-se por eles.
Se eles estão abandonados, porque o Estado não assume a educação efetiva de crianças abandonadas? Isso não é obrigação do Estado? De quem é?
Pior que tudo isso: essas crianças estavam nas ruas sem eira nem beira, algumas horas depois.
Abandonadas e obtendo mais péssimos exemplos que a vida sem família pode lhes dar.
Estou triste, muito triste. Um mundo com tanta riqueza, com tanta tecnologia e incapaz de cuidar de crianças. É lamentável a degradação a que os seres humanos chegaram.
Me sinto culpado e, ao mesmo tempo, sem saber o que fazer. Como eu posso ajudar de alguma forma, além de somente trabalhar.
Não sei. Infelizmente não sei.
Eu pago impostos como todo cidadão que trabalha e que tem uma vida regrada. Os políticos mandam e desmandam. A policia, por mais que trabalhe não da conta de tanta bandidagem que acontece no pais. O tráfico de drogas, de armas, a pirataria, comércio de órgãos, criminalidade absurda, serviços públicos que nunca atendem a demanda de forma justa.
Meu Deus, como os seres humanos chegaram a este ponto?
Hoje foi um dia muito triste mesmo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

MUDANÇAS.

Em nossas vidas, adquirimos conhecimentos que formam nossa personalidade e passam a ser crenças nas quais embasamos nosso comportamento.
Criado no catolicismo, durante muito tempo nunca questionei nada que se refere a religião. Um dia assisti a um filme sobre a vida de Buda e comecei, embora achando que fosse pecado, a questionar porque um homem tão bom não poderia ser um santo católico. Então comecei a questionar algumas coisas da religião a que pertencia. À partir daí e por outros motivos relevantes, e depois de longos anos de pesquisa e estudos cheguei a conclusão de que não precisava de religião, apenas a crença em Deus me seria suficiente.
Dentro dessa crença, passei a entender que é perda de tempo o estudo sobre os espíritos, primeiro porque não acreditava na reencarnação e segundo porque se nós temos uma vida terrena, devemos vive-la com plenitude sem preocupação com outra vida que porventura existisse.
Mas, como na casualidade de ter assistido a vida de Buda, li um livro denominado A Volta.
É o impressionante relato de um menino que recebe o espírito de um aviador falecido durante a II Guerra Mundial.
Fiquei bastante impressionado com a riqueza de detalhes que os pais do menino encontraram durante essa experiência única. Os pais, não eram espiritualistas, e tiveram que aprender a conviver com uma experiência dessas. Não foi fácil, mas se deram bem.
Enfim, muitas vezes acontecem coisas em nosso caminho que nos fazem mudar a direção. Não sei a intensidade dessa nova mudança em minha vida, mas estou muito impressionado com o que li.
Não sei se vou realmente mudar de forma radical, ou apenas assistir de longe. O que sei é que sempre estive e sempre estarei aberto a novidades, mesmo que tenha que dar uma nova virada na vida.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

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